Família Wanderley (III) – A presença dos Wanderley no baile no solar dos Albuquerque Maranhão

Fonte: Literatura Potiguar

Pesquisador: José Vanilson Julião

Provavelmente parte de uma das mais antigas famílias nordestinas – talvez somente perdendo para os colonizadores portugueses do clã Albuquerque Maranhão – um trio de representantes dos Wanderley é convidado às cerimônias (civil e religiosa) e a recepção ao casal Sophia e deputado federal Augusto Tavares de Lira.

Entre os 110 presentes relacionados pelo jornal “A República” no antigo casarão da Avenida Câmara Cascudo (era Junqueira Aires) estão o advogado Celestino, o “major” Ezequiel e o doutor Manoel Segundo (todos no quem é quem em seguida), igual número de convivas da parentela Herôncio de Melo.

Celestino Carlos Wanderley (Açu, 6/11/1862 – Natal, 10/7/1942), foi promotor público, procurador Fiscal do Tesouro Estadual, procurador da República e juiz substituto federal. Poeta, publicou “Auroras” (1889) com relativo sucesso. É o pai da poetisa Palmira Wanderley (1894 – 1978).

Manoel Segundo Wanderley (Natal, 6/4/1860 – 14/1/1909), médico (diretor do Hospital da Caridade), professor e deputado estadual. Fez teatro. É o maior representante da rebuscada poesia condoreira (influencia de Castro Alves).

Ezequiel Lins Wanderley (Açu – 27/10/1872 – Natal, 26/11/1933). Irmão de Manoel. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Imprensa/ABI, publicou “Balão de Ensaio” (artigos e crônicas), “O Meu Teatro” (coletânea das peças) – é fundador do “Ginásio Dramático” (1912) – e a antologia “Poetas do Rio Grande do Rio Grande do Norte” (1922).

 

FONTES:

A República

Fundação José Augusto

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