Felicidade dos idosos

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  • Heraldo Palmeira

Pesquisas recentes mostram que há controvérsias sobre aquele estereótipo de idosos sempre associados à solidão e tristeza. E um novo estudo conjunto da National Geographic e AARP-American Association of Retired Persons (instituição que reúne pessoas com mais de 50 anos em torno da ideia de aposentadoria) revelou que os idosos são bem mais felizes do que se pensava, inclusive em relação aos adultos que estão na meia-idade.

Diante das mudanças sociais e da evolução da medicina, a longevidade é uma realidade. A sociedade já está sendo obrigada a aprender novos conceitos – economizar desde cedo, adotar uma vida saudável, investir na qualidade de vida.

Essa nova realidade exigirá educação física, financeira e relacional, algo que os idosos já estão fazendo, como pioneiros que mostram o caminho. Parece que quanto mais a pessoa envelhece, menos teme a morte e passa a valorizar as coisas boas da vida.

É muito claro nas ruas a presença de idosos que parecem animadas pelo provérbio chinês “O segredo da longevidade é comer a metade, andar o dobro e rir o triplo” como lema de vida.

Os mais jovens, até 40 anos, estão ocupados em cuidar da saúde mental e construir a independência financeira, sem ter muita noção de onde virá a renda para sustentar a última fase da vida.

Passo seguinte, a meia-idade (40 a 65 anos) é a fase que parece carecer de mais ajuda: administrar filhos carentes, manter a sanidade no estresse corporativo para não perder espaço profissional, cuidar de pais enfermos e suportar tragédias diárias infestando o noticiário. A partir dos 80, o cenário está repleto de humanidades – amor, afeto, amizade, solidariedade, acolhimento…

O mais surpreendente, os mais idosos hoje têm essa sensação de felicidade inclusive em relação aos próprios tempos de juventude. Talvez essa revelação seja uma grande resposta a uma sociedade baseada de forma quase psicótica em juventude, individualismo, posses e status, com exagerado temor do envelhecimento e suas consequências como declínio físico e mental e perda de relevância profissional e pessoal.

Fonte: GIRAMUNDO

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