Marcha Virtual aproxima cientistas e sociedade em defesa da ciência

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) proporcionou o encontro entre cientistas e sociedade, na programação voltada à Marcha Virtual pela Ciência. O movimento nacional, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tem o objetivo de chamar atenção para a importância da ciência no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e de suas implicações sociais, econômicas e para a saúde das pessoas.

Entre as iniciativas locais, a UFRN promoveu uma live que abordou a temática central da marcha, com esclarecimentos sobre as ações da instituição no combate à Covid-19, os tipos de diagnóstico da doença, o cenário de Fake News em tempos de pandemia e a importância do investimento em ciência no Brasil. “É na ciência que a sociedade busca respostas em momentos como este. Vivemos um período importante de aprendizado e percebemos que somos mais fortes quando trabalhamos em cooperação com os outros, sem fronteiras entre estados ou países”, destacou o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, que participou do momento para apresentar as realizações da universidade nesse contexto.

A produção de álcool 70%, a realização de testes para diagnóstico da Covid-19, o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas, o serviço de teleatendimento e a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foram algumas das ações citadas pelo reitor entre as diversas que estão em prática na instituição, onde unidades de diferentes áreas realizam pesquisas, oferecem serviços e criam produtos para enfrentamento ao novo coronavírus.

A importância da qualidade das informações sobre a doença foi ressaltada pela jornalista Luciane Agnez, do Instituto Superior de Brasília. A pesquisadora introduziu o novo termo “infodemia”, referente ao elevado número de notícias falsas criadas e compartilhadas neste período, e alertou para os riscos que a desinformação pode ocasionar à saúde das pessoas em todo o mundo. Uma solução apontada para o problema está em alianças internacionais para verificação de conteúdos, a exemplo da nova plataforma coronaverificado.news, em que há checagens, verificações e explicações sobre o coronavírus.

Já a professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFRN, Vivian Silbiger, conduziu a explicação sobre os testes disponíveis para Covid-19 e a melhor opção para cada fase da doença. A pesquisadora enfatizou o fato de que ainda não há evidências científicas de que pessoas testadas positivamente estejam protegidas de contrair o vírus mais de uma vez.

Reveja a live no canal da TVU no YouTube

Em defesa da ciência

O momento foi finalizado pela professora do Departamento de Biologia Celular e Genética da UFRN, Lucymara Fassarella, que apresentou uma breve história da evolução do homem na Terra para comprovar a relevância da ciência no desenvolvimento da humanidade. A pesquisadora mostrou que a explosão de conhecimento em todo o mundo, após a definição do método científico, permitiu uma evolução tecnológica sem precedentes e o aumento substancial da expectativa de vida da população.

“A ciência deve ter investimento contínuo. É importante que passemos a vestir a camisa da ciência como um patrimônio nosso, para fazermos uma luta conjunta em busca de ter a ciência, educação e tecnologia como políticas de estado”, frisou. A reivindicação por recursos adequados para o desenvolvimento dessas áreas faz parte dos objetivos da Marcha Virtual para a Ciência, que ainda contou com outras ações na UFRN. O dia reuniu iniciativas do Instituto do Cérebro (Ice), Instituto Internacional de Física (IIF), Televisão Universitária (TVU), e dos neurocientistas Sidarta Ribeiro e Eduardo Sequerra.

Fonte: Marina Gadelha – Agecom

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