PENSE! No dia em que faria cem anos, nossa homenagem à “Maria Boa, a Dama da Noite”

 

Uma figura que entrou para a história de Natal não tinha estudos, não frequentava os eventos sociais, nem tampouco tinha amigas dentro da sociedade natalense daquela época. Pelo contrário. A paraibana Maria de Oliveira Barros , ou, simplesmente Maria Boa, era a proprietária do cabaré que se tornou passagem obrigatória dentro da iniciação sexual da vida dos homens natalenses. A fama
do seu night club ultrapassava as fronteiras do Rio Grande do Norte, não sendo estranho para qualquer potiguar chegar em outros estados e ouvir a pergunta: “É lá que tem o Maria Boa?”.

Demonstrando grande visão negocial, Maria inaugurou sua casa no período da Segunda Guerra, aproveitando o imenso fluxo de soldados registrado na época. Resguardada por uma verdadeira muralha,Maria fazia questão de manter seu negócio longe de olhos indiscretos. Seu dancing nada ficava a dever às grandes casas do gênero, seja no Brasil ou fora dele. A boa qualidade era uma das exigências de sua proprietária. Da escolha das meninas à sua arquitetura, podia-se sentir sua interferência.

Flávio Silva, no seu trabalho “Natal na Segunda Guerra Mundial: influência americana e prostituição feminina”, conta que “cercada por muros altíssimos, iguais às fortalezas de guardar donzelas nos tempos medievais, protegida dos olhares indiscretos e sombreada por enormes mangueiras, a boate de Maria Boa, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, estava para a boêmia local e internacional assim como o Maracanã está para o futebol mundial”.

Torres Neto, no blog almadobeco.blgspot.com, veículo produzido pela confraria do Beco da Lama , registra em seu artigo ‘A primeira dama de Natal’, o trajeto de Maria de Oliveira Barros: “Tornou-se conhecida como Maria Boa. Mesmo com pouco estudo ela despertou o gosto por música, cinema e leitura. O seu estabelecimento era o refúgio aos homens da cidade, com residência fixa ou, simplesmente, de passagem por Natal. Jovens, militares e figurões acolhiam-se envoltos as carnes mornas das meninas de Dona Maria. Muitas mães de família tiveram que amargar, em silêncio, a presença de Maria Boa no imaginário de seus maridos em uma época de evidente repressão sexual”. Como vimos, na ausência de um cotidiano sexual adotado pela juventude de hoje, os cabarés eram os destinos daqueles que, ou estavam iniciando a vida sexual, ou eram apenas boêmios que adentravam pela noite, com uma evidente predileção pelo casarão da rua Padre Pinto, o de Maria Boa.

Com a vinda dos americanos na época da Grande Guerra, o nome de Maria Boa começou a ser conhecido em outros idiomas. Os soldados logo passaram a ser assíduos do cabaré e, para homenagear a dona daquele autêntico paraíso, resolveram envidar esforços no sentido de pintar uma imagem dela nos famosos B-25 que cruzavam os céus do mundo. “Quem custou a acreditar neste fato foi a própria Maria.Até que alguns tenentes decidiram levá-la até à linha de estacionamento dos B-25 logo após o jantar para não despertar a atenção dos curiosos. Ela constatou o fato. As lágrimas verteram de seus olhos quando viu à sua frente, pintada ao lado do número 5079, a inscrição ‘Maria Boa'”, relata Torres Neto.


O fim da guerra foi o começo do verdadeiro reinado de Maria Boa. Respeitada por todos, já que suas atitudes eram extremamente reservadas e, porque não dizer, respeitosas, era assediada por onde passava. Sua companhia significava status para quem tivesse a honra de desfrutá-la. Homens de famílias tradicionais se ofereciam para estar ao seu lado em eventos. Segundo Torres Neto, “Eliade Pimentel, no artigo ‘E o carnaval ficou na memória’ destaca a presença de Maria Barros nos carnavais de Natal: “Lá pela década de 50, os desfiles passaram a acontecer na avenida Deodoro da Fonseca. Maria Boadesfilava com Antônio Farache em carros conversíveis”.
Ainda sobre a participação de Maria Boa no carnaval de Natal, o jornalista Ticiano Duarte, na edição do ‘Diário de Natal’, de 12 de março de 1995, conta que “nos carnavais de rua (era na avenida Rio Branco com a rua João Pessoa) havia um corso e ela aparecia com a meninas fantasiadas, desfilando. Vez por outra, um boêmio desfilava no carro ao lado das meninas, para escândalo geral da cidade”

Embora fosse uma mulher que lidasse com a prostituição, Maria Boa não era vista como se pertencesse àquele mundo. Seu comportamento extremamente discreto, aliado à sua classe, fazia com que ela transitasse normalmente na sociedade natalense. O agente de viagens Pery Lamartine relembra a chegada de Maria Boa a Natal “A paraibana Maria Barros da Silva chegou a Natal ainda mocinha. Contam que um figurão importante “mexeu” com ela, o que fez com que ela começasse a fazer “programas”. Depois alugou a casa da rua Padre Pinto para montar seu negócio. Com o sucesso, terminou por adquiri-la em definitivo. A casa pertencia ao espólio de Nelson Faria”. Sobre o seu estilo, ele comenta: “Era uma senhora extramente fina, de linha. Talvez porque sua casa era frequentada por homens que faziam parte da fina flor da nossa sociedade, ela tenha assimilado essas atitudes”. Ele lembra que, além de prostitutas, Maria Boa tinha um cozinha privilegiada: “Interessante lembrar que lá foi o primeiro lugar a vender galeto assado. Antes só se conhecia frango caipira, que se cozinhava”.

Sobre essa lendária figura, lembra-se o dentista Odilon Garcia: “Maria Boa era uma mulher elegante. Vendo-a andar pelas ruas, ninguém era capaz de dizer que ela era dona de um cabaré”.
Márcio de Lima Dantas, em seu artigo Retratos e silêncios de Maria Boa, publicado no jornal eletrônico www.natalpress.com, fala sobre a sobriedade dessa figura: “Todo mundo sabe que Maria Boa, antiga cafetina e proprietária de um reputado bordel da cidade, “o Cabaré de Maria Boa”, não gostava de ser fotografada, tampouco dava entrevistas. Difundiu-se a informação que era um artifício para proteger sua família, sobretudo as netas, estudantes em colégios de classe média da cidade, bem como uma maneira de resguardar os nomes da sua importante clientela, constituída de homens “de boa família”.

Mais uma vez a classe de Maria Boa é exaltada, conforme registra Márcio Dantas no site acima citado: “Mulher distinta e discreta, depois de ataviada pelas aias, nas antológicas noites licenciosas, a abadessa permanecia na sua cela. Quando tomava conhecimento de alguém importante no Salão, dirigia-se solenemente, e com grande polidez, reverenciava o visitante: político, industrial, fazendeiro”. Sua inteligência também é reverenciada pelo escritor: “Astuciosamente se fez conhecer por “Maria”, o antropônimo mais comum no universo feminino, genérico e pouco dado a divagações semióticas. Ironicamente é o nome da mãe de Jesus… Quem não tinha conhecimento no Estado de uma proprietária de um requintado lugar, e que se chamava Maria, a Boa? O mito, da constituição do éter, era aspirado por todos, preenchendo necessidades, ocupando lugares no espírito, imprimindo fantasias nos adolescentes, despertando em jovens mulheres as aventuras da carne, engendrando adultérios imaginários. Integrava, assim, o patrimônio individual e coletivo. Era necessária a existência dessa cortesã, lacrada num paradoxal anonimato: todos sabiam da sua existência, entretanto, não era vista por quase ninguém. Consagrou-se, sem que fosse necessário conciliar-se em demasia com o modus vivendi, contrário à sua própria forma de ganhar a vida”.

Aurino Araújo, no O Poti, de 28 de março de 1995, fala sobre o prestígio de Maria Boa e destaca que “Sua história merece ser escrita um dia, até mesmo porque, por trás daquilo tudo, reinava a figura discreta e influentemente poderosa de D. Maria Oliveira Barros, que avalisava títulos nos bancos para alguns figurões locais “.
No jornal O Poti, de 12 de março de 1995, na matéria cujo título era ‘Natal perde seu mais famoso bordel’, do repórter Roberto Medeiros, encontramos depoimentos significativos sobre Maria.
O primeiro, do jornalista e escritor Ticiano Duarte: “Eu conheci Maria Boa nos idos de 1950. Rapaz jovem, entrei lá pela primeira vez em 1950. A boate já funcionava desde a época da Guerra e era o grande cabaré de Natal, que não tinha outras boates ou restaurantes funcionando até tarde da noite. Como não havia a liberdade sexual de hoje, era nos cabarés que se descobria e se fazia sexo.O Maria Boa era uma casa luxuosa, frequentada por mulheres bonitas que moravam lá. Todas eram selecionadas por D. Maria e algumas delas vinham de fora”.

Em seguida, o poeta, escritor e boêmio João Bosco Lopes, diz bem-humorado: “Havia mais reunião de deputados em Maria Boa do que na Assembléia”. Ainda no mesmo exemplar, o jornalista e publicitário Cassiano Arruda escreve um depoimento intitulado ‘Uma reportagem difícil de fazer’. Nela, ele relata um causo do qual participou juntamente com João Machado e Roberval Pinheiro, radialistas da então Rádio Cabugi. Na cobertura de um carnaval, a unidade móvel da Cabugi foi fazer um flash ao vivo direto do Maria Boa. João Machado, com toda sua irreverência, pergunta a Roberval, o comandante da equipe: “Robinho, quem disse que o melhor carnaval é no América ou no Aero Clube? O melhor carnaval é aqui, de onde estamos falando. Pelo menos não falta mulher, não é, Cassiano?”

Torres Neto cita o jornalista Agnelo Alves quando escreveu o artigo “A Natal que governei e o 3º Milênio”, que coloca o cabaré de Maria Boa como ponto de referência geográfica para informar sobre as suas obras quando prefeito de Natal. “Desobstruir para crescer. Alargar para trafegar. Conversei com os arquitetos João Maurício Miranda e Daniel Holanda. Como fazer? Lancei o desafio. Sem a contra-partida de nenhum pagamento, os dois me apresentaram o esboço da solução, surgindo daí o primeiro Plano Viário de Natal com a primeira estação metropolitana da cidade. Asfaltar a Hermes da Fonseca até o contorno com a Praça Aristófanes Fernandes, seguindo daí em linha reta até a Duque de Caxias. Ponto um. Asfaltar a Duque de Caxias, subindo pela Junqueira Aires, via Praça das Mães, pegando a lateral por trás do Tribunal de Justiça (hoje OAB) até a Praça André de Albuquerque, prosseguindo pela Praça das Laranjeiras, Padre Pinto, sobrando em Maria Boa para sair na lateral do cemitério, já no Alecrim, ou numa primeira etapa prosseguir pela Padre Pinto até o Baldo e aí tomar o rumo do Alecrim.”

Maria Boa também era usada como referência em “histórias” contadas nas esquinas, como essa, intitulada “Eu, hein?”, que diz que um velho coronel, fazendeiro na cidade de Nísia Floresta, tinha um único filho. Esse um tanto quanto “afetado” era alvo de comentários dos amigos do coronel. Sempre que tinham uma oportunidade, os amigos lembravam ao coronel que “esse meninão, já com 20 anos e nunca foi visto com uma namorada…”, “que o menino é assim, que o menino é assado…”, “Abra o olho, Coronel!!!” Ao que o coronel respondia “que nada, meu filho é muito macho! E se puxar a mim, dá três sem tirar de dentro!” E pra provar aos amigos, levou o rapaz no cabaré de Maria Boa na semana seguinte. Logicamente, os amigos foram juntos. E lá chegando, o coronel tratou logo de arranjar uma rapariga novinha pro filho, que com cara de “nem te ligo”, foi arrastado pelas mãos, corredor adentro do cabaré de Maria Boa, de saudosa lembrança, pela rapariguinha assanhada. O coronel e os amigos ficaram bebendo no salão e o coronel não parava de se vangloriar: – “Eu não disse, meu ‘minino’ não bate-fofo não…O “caba” é macho, sim sinhô!”
Uma hora mais tarde, lá vem o rapaz, com a mesma cara de “nem te ligo”, andando com aquele trejeito de baitôla, e o pai indagando: – “E aí, meu filho, o que é que achou?” E o rapaz respondeu (com a voz mais afetada que o normal): “Eu, hein?!? Num vi nada demais! Essa tal “xoxota” só tem fama!!!!”.

No dia 22 de julho de 1997, à 1h da manhã, morre Maria de Oliveira Barros, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). A edição do ‘Diário de Natal’, de dia 23 de julho de 1977 estampava a seguinte manchete: “Morre a Dama das Camélias”. No velório, teve uma cena descrita pelo repórter Klecius Henrique, que define o desejo de anonimato da família. “O enterro foi acompanhado por cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares. O Diário não teve acesso ao velório. “Não vou deixar que façam fotos da minha mãe”, disse, enfática, Gerda de Oliveira Barros, filha de Maria de Oliveira Barros”.

Apesar de tantos momentos marcantes durante a sua vida, Maria Boa eternizou-se após a sua morte. Torres Neto lembra que “Maria Barros é citada no filme For All – O Trampolim da Vitória. O mesmo foi vencedor do Festival de Gramado em 1997, com os prêmios de melhor filme brasileiro, melhor filme do júri popular, melhor roteiro, melhor direção de arte e melhor trilha sonora de filme brasileiro, de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz. O filme retrata a cidade do Natal, em 1943, quando a base americana de Parnamirim Field, a maior fora dos Estados Unidos, recebe 15 mil soldados, que vão se juntar aos 40 mil habitantes da cidade”. Dessa forma, Maria Boa entra, definitivamente, para a História de Natal.

Ainda na década de 1970, o cabaré de Maria Boa mantinha sua fama. Aldaliphal Cintra, então estudante do Colégio Marista era frequentador do local. Hoje, vagueando pelas ruas, embora a bebida lhe tenha enevoado um pouco as lembranças, aquelas do Maria Boa, segundo ele, permanecem guardadas. “Era um sonho. A gente tomava banho, trocava de roupa, passava o melhor perfume e ia pro Maria Boa. Depois de receber a permissão de entrar de um segurança que ficava numa guarita, a gente parava o carro sob as frondosas mangueiras e íamos em busca das sonhadas meninas. Lá, me lembro bem, tinha duas escadas. Uma, que ficava na lateral, era para todo mundo, e outra, que ficava na frente, era reservada para os grande clientes, feitos por políticos, profissionais liberais, empresários, etc. Nessa parte Vip, tinha uma espécie de varanda na qual Maria desfrutava com seus amigos alguns drinks. Severino, o garçom, nunca olhava com bons olhos para aquela turma de jovens. Claro, ninguém tinha dinheiro para esbanjar. Mas, às vezes, quando aparecia um dinheiro a mais, esse era reservado para gastar no Maria Boa. De posse do dinheiro, vinha o segundo momento que era a escolha da mulher. Coisa difícil, já que cada uma era melhor do que a outra. Tomada a decisão, vinha a terceira etapa: quarto normal ou suíte? Bem, aí dependia de quanto se tinha e da disposição. À direita da entrada ficavam os corredores dos apartamentos. De um lado, os quartos normais, que tinham uma pia, um sabonete e uma toalha e ventilador.
Nas suítes, tinha ar-condicionado, chuveiro e uma série de mordomias. Podia até pedir um Rum e uma Coca direto para o quarto. Uma glória.”
Depois dos “trabalhos” o rapaz mudava de status. “Esse aí já “atuou” no Maria Boa!” Era um diferenciado! Hoje, só tenho essas lembranças, nada mais”, finalizou Cintra.

Por um período, o cabaré agonizou. Sem a presença de sua eterna dona, foi perdendo o prestígio até que, para a tristeza dos boêmios e saudosistas, cerrou suas portas definitivamente em 15 de
março de 1995. Hoje, Natal não tem cabarés e os muitos turistas que nos visitam sequer sabem da existência de Maria Boa. Pouco importa a falta de cuidados do poder público com nossa memória. O fato é que, com absoluta certeza, aquela grande casa da rua Padre Pinto continua viva dentro das lembranças de tantos que foram contemporâneos de uma época ímpar da nossa história

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Comentários (23)

  • Henrique O Moraes Responder

    Dentro da Aviação de Caça da FAB existia um quadro dito de Maria Boa que era disputado pelos esquadrões. Vi o tal quadro quando o 2°/5° GAV, Esquadrão Joker, ostentava a fotografia em preto e branco e bem amarelada pelo tempo, onde uma mulher bem feita e nua posava de costas, meio virada a 45º, com um dos pés na ponta dos dedos como pose de miss. Isso foi no início dos anos 90. Meu pai que foi da aviação comercial entre os anos de 53 e 70, me disse que as tripulações pernoitando em Natal se hospedavam no Hotel Reis Magos e costumavam “jantar” na casa de Dona Maria Boa! Merece um filme, parabéns pelo resgate! Morei em Natal em 87 como aspirante e depois entre 1990 e 2001… Cidade do Sol … Maravilhosa!

    6 de julho de 2020 at 17:05
  • Benedito Responder

    Maria Boa, foi o local onde iniciei minhas farras no ano de 1981. Um ponto de mulheres q pasava o dia fechado e só abria a noite, lá pelas 22h para receber os clientes masculinos

    27 de junho de 2020 at 12:21
    • Redação Responder

      Era um local cheio de regras.

      27 de junho de 2020 at 20:09
  • Roberto Valério Responder

    Tenho boas lembranças de maria boa , eu era bem recebido por ela e as meninas, era até paparicado ,porque fui o Carteiro dela .
    Levava muitas cartas confidenciais.

    25 de junho de 2020 at 15:57
    • Minervino Wanderley Responder

      Que bom! Então era de confiança dela. As meninas se comportavam na frente dela. kkkk

      25 de junho de 2020 at 16:07
  • Esdras de Freitas Aquino Responder

    Como é bom recordar!!! Tempos bons!!!

    25 de junho de 2020 at 14:30
  • Roberto Limeira fotógrafo Responder

    A paraibana Maria de Oliveira Barros, um certo dia recebi uma ligação e pediu que EU fosse na casa dela, EU fui, chegando lá ficamos na varanda a conversar, queria me contratar para fotografar os 15 anos da neta, até então não sabia quem era a DAMA DA NOITE, A FAMOSA DOS ENCANTOS NOTURNOS, tamanha sua descrição, fui contratado, fiz a cobertura fotográfica, encadernei em um belo álbum branco e fui entregar, uma senhora muito educada, ficou muito feliz com as fotografias, recebi em espécie e só depois de um belo papo e um cafezinho, ela se identificou como a DAMA DA NOITE , que era proprietária, fiquei encantado com a fineza e a beleza dessa senhora. Ficou guardado boas lembranças de um bom resultado do meu trabalho e a simpatia da DAMA DA NOITE. EXCELENTE HOMENAGEM .

    25 de junho de 2020 at 06:17
    • Minervino Wanderley Responder

      Você, além de excelente fotógrafo, foi um privilegiado. Pois eram poucas as pessoas com as quais Maria mostrava como realmente era.

      25 de junho de 2020 at 15:18
  • Coronel José WALTERLER Responder

    Guardo boas lembranças dessa Casa. No ano de 1993 fazia eu o curso de Direito na UFRN. O professor PAULO LOPO SARAIVA, titular da disciplina Sociologia Jurídica, levou toda a turma para uma AULA lá no Cabaré de MARIA BOA. Éramos 39 alunos entre homens e mulheres e NÃO FALTOU NINGUÉM. Fomos recebidos por ela e após sua explanação, ocupamos as mesas para entrevistar as meninas. Eu levei minha filmadora para registrar a HISTÓRICA AULA. Quando liguei a máquina e iniciei a filmagem, a correria dos CLIENTES foi total. De lá saímos por volta de 23 horas. FOI NOSSA MELHOR AULA DE TODO O CURSO. Detalhe: NINGUÉM COMEU NINGUÉM.

    24 de junho de 2020 at 22:52
  • Jose Fronival Responder

    Era o pointi de Natal, quem não se lembra , era um encanto para os jovens da época, mulheres escolhidas a dedo.

    24 de junho de 2020 at 20:33
    • Redação Responder

      Era show! Tudo do bom e do bom e do melhor.

      24 de junho de 2020 at 22:18
  • Getulio Jucá Responder

    Uma curiosidade: A casa da rua Padre Pinto ainda existe⁉️

    24 de junho de 2020 at 19:37
  • Getulio Jucá Responder

    Ao chegar em Natal, fiz muitas boas amizades. E alguns dos meus amigos que frequentavam a boate, sempre me diziam que frequentar o casarão de Maria Boa era realizar um sonho. Natal não tinha outra opção de um ambiente do nível de “Maria Boa”. A começar pelas “meninas”, somava-se o atendimento respeitoso, o ambiente e a higiene, todos sempre afirmavam que o local era inesquecível.
    Interessante dizer que em Natal tenho duas coisas que sempre me despertava curiosidade em conhecer de perto, mas não consegui: O casarão de “Maria Boa” e a “Estação de Lançamento de Foguetes.”

    24 de junho de 2020 at 19:33
  • Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto Responder

    Ousada, polêmica, destemida, bonita, fina e discreta, assim foi Maria de Oliveira Barros. Reinou em Natal por décadas e não deixa de ser um dos personagens mais relevantes na nossa História.
    Tenho gravadas nas minhas retinas imagens desde os corsos carnavalescos na Av. Deodoro nos anos 1950 até as suas caminhadas diárias na Praia do Meio nos anos 1990.
    Não só a Dama da Noite, muito mais, uma homenagem justa e merecida!

    24 de junho de 2020 at 12:54

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