O RN sente falta de pessoas como Aluízio, Dinarte, Geraldo, Cortez, Djalma…

Exemplos de políticos de primeira linha (Foto:Blog O Alerta)

Como admiro política, gosto de ouvir o que os candidatos falam. Assim, sempre tento ouvir discursos de qualquer das partes, na esperança de que saia alguma coisa para melhorar animar esse RN tão maltratado, mas sempre é em vão.

Uma mera e tola troca de acusações completamente “sem futuro”. E o pior, amigos, é que isso tudo – ou esse imenso nada – é fartamente divulgado/repassado/copiado/ pelas tais mídias sociais (ARGH!).

São inúmeros grupos de WhatsApp ou Intagram postando fotos de Lula e Flávio Bolsonaro cercados de “apoiadores”. Agora o nome dado aos simpatizantes é esse: “apoiador”. Cada qual dizendo que nas reuniões do seu candidato tinha mais gente. Chegaram até a quantificar os presentes nos encontros, pode uma coisa dessas? “No do meu tinha três vezes mais gente no que no do outro.” O outro rebatia: “A nossa reunião tinha 45% a mais de pessoas do que no do outro.” É ridículo, isso.

Na minha cabeça, não deveria haver nem campanha política. Principalmente feita com o chamado “fundo partidário”, já que é dinheiro nosso e poderia ter outro endereço: Educação, Saúde e Segurança.

Vejam só como penso: Lula é o presidente e no fim do mandato. Ponto. Flávio Bolsonaro está na briga. Ponto. O ideal sria que, em outubro, o povo – de forma espontânea – não de forma obrigatória, como é atualmente, fosse às urnas e votasse em quem ele acha que foi melhor. Fim de papo!

Vem Lula e diz que ‘fez isso e aquilo’. Era seu trabalho fazer, rapaz! Flávio diz que ‘fará isso e aquilo’. É a obrigação de cada um trabalhar para melhorar a vida dos potiguares. Vocês foram e serão eleitos para tal. Ou pensam que são só viagens, mordomias, o poder da “caneta” e uma gorda aposentadoria?

Fonte: Blog Carlos Santos

Deveriam se espelhar em figuras que deixaram suas marcas na política potiguar. Homens que serão serão sempre lembrados por todos. Meus amigos, Geraldo Melo (FOTO ACIMA) era o “Tamborete” por conta da estatura, e foi um dos grandes homens da política do RN. Aplaudido de pé pelos seus pares no Senado após discursar. Inteligência muito acima da média. Daqueles que hoje disputam cargos, então, a diferença é abissal.

Pois é. Podem me chamar de saudosista, mas creio que eles deveriam ler alguma coisa de Geraldo Melo ou Cortez Pereira (FOTO ACIMA), para aprenderem falar com o povo e para o povo. Com inteligência, com história, com coerência e sem ódio a ser destilado nas palavras. Isso serve para qualquer público, que fique claro.

Mas isso é coisa do passado, dizem os “apoiadores políticos” atuais. Que seja. Pelo menos posso dizer que na minha adolescência e juventude tive o privilégio de vê-los e ouvi-los. Hoje, é praticamente impossível assistir aos jornais da TV, ler os impressos e, mais difícil ainda, se atualizar via aqueles ‘online’. Cada um que venha com coisas mais mirabolantes, isentas de sustentação. E tome caravanas pelas ruas da cidade.

Aluízio Alves e Dinarte Mariz – Foto: Reprodução Montagem/Blog Tulio Lemos

Falando nisso, tive saudade da época do “Cigano”e sua”Cruzada da Esperança”! Eu era pequeno, no começo da década de 1960, mas as imagens daquelas passeatas teimam em não sair do meu banco de memórias. Aluízio Alves era dono de um carisma ímpar, tinha a política nas veias e na invejável inteligência.

Seu principal adversário, Dinarte Mariz, uma verdadeira raposa política. Hábil, criativo, além de ter – assim como AA, uma inteligência formidável. Das reuniões na Fazenda Solidão, lá no Seridó, saíram muitas coisas que mexeram com o destino do RN.

Djalma Maranhão

Câmara Cascudo e Djalma Maranhão, então prefeito da cidade do Natal, em festa junina, na década de 50 –
📸 Acervo Instituto Câmara Cascudo

Foi prefeito de Natal, capital do Rio Grande do Norte e deputado estadual. Foi também professor de educação física e jornalista, fundador e diretor de jornais.

“De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”: Foi a sua campanha educacional mais famosa. Diante da falta de recursos e prédios escolares, a prefeitura criou acampamentos escolares com coberturas de palha e chão batido para alfabetizar crianças e adultos nas comunidades carentes.

Cultura Popular: Incentivou fortemente as manifestações folclóricas locais, a literatura de cordel, o teatro de bonecos e a criação de praças de cultura nos bairros periféricos.

Com o golpe de estado de abril de 1964, foi deposto da prefeitura, e teve seu mandato cassado. Ficou preso em quartéis do Exército em Natal, na ilha de Fernando de Noronha e no Recife. Foi libertado por ordem do habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 1964 e asilou-se na Embaixada do Uruguai.

Morreu no exílio, aos 56 anos de idade. Seus restos mortais repousam no Cemitério do Alecrim. Djalma Maranhão (Natal, 27 de novembro de 1915 — Montevidéu, 30 de julho de 1971)

Percebi um dia desses que passeata, está em desuso. A palavra e o formato. Passeata era a pé. Passo a passo. Depois passou para “carreata”- de carros, inventaram a “motociata” – de motos, e outras baboseiras. O quê essas manifestações trazem de bom para o Brasil e seu povo? Que seu lugar é ficar à margem desses desfiles e bater palmas?

Carreata, motociata, jetskiata, burrociata. Com o preço da gasolina, só vai sobrar para o coitado de quatro patas. Movido a milho.

Esse negócio parece mais os leilões das festas dos padroeiros das cidades do interior. Era assim: durante os dias, o vigário pedia galinhas, carneiros, bolos, bebidas às pessoas e, durantes as noites, essas mesmas pessoas iam aos leilões arrematar aquilo que eles doaram. Esquisito, mas era assim – não deve ter mudado.

Mas tem uma alternativa para os que hoje defendem, a “dolarização” dos combustíveis: dolarizar os salários. Pronto. Acaba o real, a gente cai na real, e vamos usar as verdinhas.

In God WeTrust!

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