
Imagem: Lesli Whitecotton/Unsplash
A tecnologia agiliza muita coisa em nossa vida, mas pode não ser a maior aliada do cérebro. Você já ouviu falar em Brainrot? Na tradução literal, o termo se refere à “podridão cerebral”. É um estado de deterioração que pode levar à dificuldade de concentração e comunicação, altamente potencializado pelas redes sociais.
Um estudo publicado no periódico Brazilian Journal of Development já mostrou que o TikTok pode prejudicar funções do cérebro. Nesse caso, o argumento apresentado é que a rede social cria vício de recompensas no cérebro e causa desequilíbrios hormonais que reduzem a capacidade de concentração.
Enquanto isso, um estudo publicado na revista Neuroimage mostra como os vídeos curtos agem no seu cérebro: eles geram uma sensação de prazer e satisfação no organismo, ativando uma área chamada tegmental ventral (ATV), um dos principais centros de liberação da dopamina.
Mas se você acha que nos EUA as pessoas estão usando esse termo de maneira negativa, está enganado! Em entrevista ao The New York Times, o pediatra Michael Rich conta que muitos pacientes parecem considerar o brainrot como um distintivo de honra.
Segundo o médico, alguns até competem pelo maior tempo de tela da mesma forma que fazem por pontuações altas em videogames, e brincam sobre isso, mesmo que no fundo entendam que o uso obsessivo da internet os afeta.
Cérebro e redes sociais
Uma das maiores preocupações sobre a relação entre o cérebro e o uso do smartphone (principalmente redes sociais) é o tempo médio de atenção das pessoas. Segundo o National Center for Biotechnology Information (NCBI), esse tempo médio caiu de 12 segundos em 2000 para 8 segundos em 2013, por conta da Internet.
Outra grande preocupação nesse sentido é que o uso excessivo de redes sociais a longo prazo pode resultar em depressão. Por isso, mesmo que as pessoas estejam se referindo ao brainout de forma descontraída, pode ser um fator a se levar em consideração.
Fonte: Com informações de The New York Times





Deixe um comentário