Mulher que nasceu sem útero dá à luz trigêmeos idênticos; saiba como

Fonte: xataka.com.br

Um ano depois de um transplante inédito na América Latina, a paulista Jéssica viu um sonho improvável se transformar em realidade: tornou-se mãe de trigêmeos gerados em um útero doado pela própria irmã. Após o procedimento, ela precisou retirar o útero que recebeu da irmã porque o órgão transplantado exige o uso contínuo de imunossupressores.

Os medicamentos impedem a rejeição do órgão, mas reduzem as defesas do corpo e aumentam o risco de infecções graves.

“Depois que a paciente realiza o sonho de engravidar, não há razão médica para manter o útero, já que ele passa a representar mais riscos do que benefícios”, explicou o Dr. Dani Eijzenberg, ginecologista e coordenador da equipe responsável pelo transplante.

A cirurgia, realizada no Hospital das Clínicas, foi o primeiro transplante de útero entre mulheres vivas da América Latina e abriu caminho para uma gestação que parecia impossível.

Meses após o transplante, o embrião formado com material genético de Jéssica e do marido, Ronilson, foi implantado. O que parecia ser uma gestação única se revelou surpreendente: o embrião se dividiu duas vezes, originando trigêmeos idênticos. Nasceram Heitor, Rian e Alisson.

Jéssica Borges recebeu o útero da sua irmã, que já havia tido dois filhos. Créditos: Fantástico/Globo/xataka.com.br

“Eu fiquei com medo porque já sabia que a gravidez seria de alto risco. Agora gêmeos seria um risco maior”, afirmou Jéssica em entrevista ao Fantástico.

O parto prematuro ocorreu em 20 de agosto, na 28ª semana de gestação, mobilizando uma equipe de dezenas de médicos e enfermeiros.

Hoje, os trigêmeos estão saudáveis e já em casa, enquanto Jaqueline, a doadora, celebra a recuperação das duas. “É uma gratidão eterna”, disse a irmã ao programa.

FONTES: GI/xataka.com.br

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