A história real da mulher que se deitava com o próprio filho pra tentar “curar” a homossexualidade dele!

Barbara Daly nasceu em 1922, em Boston, Massachusetts. Ela não nasceu em berço de ouro, mas possuía uma beleza estonteante que seria sua maior moeda de troca. Seu pai se suicidou quando ela era adolescente, o que muitos biógrafos apontam como o início de sua fragilidade emocional.

Ainda muito jovem ela se mudou para Nova York, onde começou a trabalhar como modelo e atriz aspirante, chegando a aparecer na revista Vogue, quando conheceu Brooks Baekeland, neto de Leo Baekeland, o inventor do Baquelite (o primeiro plástico sintético). O casamento, ocorrido em 1942, uniu a beleza de Barbara à fortuna imensa dos Baekeland, elevando-a ao topo da elite social.

Em 1946, nasceu o único filho do casal, Antony “Tony” Baekeland. Desde o início, a relação entre Barbara e Brooks era volátil, marcada por traições mútuas. Eles viviam uma vida nômade de luxo, saltando entre mansões em Paris, Londres, vilas na Espanha e apartamentos em Nova York.

Tony cresceu em um ambiente de privilégio material absoluto, mas vazio de estabilidade emocional. Ele era frequentemente deixado aos cuidados de empregados ou arrastado para as festas decadentes dos pais. Barbara era obsessiva com o filho, enquanto Brooks era um pai frio e distante.

Em 1964, Tony era apenas um garoto de 16 anos, tímido e sensível. A família Baekeland estava instalada em um apartamento suntuoso em Paris. Barbara, sempre impecável em seus vestidos de grife e exalando o perfume caro que era sua marca registrada, havia saído para um coquetel com a elite parisiense.

Tony, acreditando estar seguro na ausência da mãe, convidou um amigo da escola, também adolescente, para o apartamento.

Barbara voltou mais cedo, talvez movida por aquele sexto sentido paranoico. Ao abrir a porta do quarto, a cena a atingiu como um tapa.

Tony e o amigo estavam em um momento de intimidade. A reação de Barbara não foi de uma mãe preocupada, mas de uma diva traída.

Ela chorou e explodiu. Com os olhos injetados de ódio, ela avançou sobre o colega de Tony: “Saia da minha casa, seu animal, seu parasita!”, ela gritava, enquanto o empurrava pelo corredor. Ela jogou os sapatos e a mochila do garoto pela porta aberta para o corredor do prédio.

Tony, trêmulo e em choque, tentou intervir, mas Barbara se virou para ele com um olhar de nojo que ele nunca esqueceria. Naquela tarde, ela decretou: “Você não vai ser um pervertido. Eu vou tirar isso de você nem que eu tenha que te quebrar por inteiro.”

Determinada a “curar” Tony, Barbara transformou a casa em um bordel particular. Ela selecionava prostitutas de luxo. O ritual era sempre o mesmo: ela sentava-se à mesa de jantar, acendia um cigarro e contava as notas de dinheiro na frente do filho e da mulher contratada.

Ela empurrava Tony para o quarto e ficava do lado de fora. Se não ouvisse os sons que esperava, ela abria a porta sem bater, invadia a intimidade e humilhava o filho na frente da prostituta, chamando-o de “impotente” e “vergonha da linhagem”.

Com o fracasso das prostitutas, o narcisismo de Barbara atingiu o ápice. Ela decidiu que nenhuma mulher era digna o suficiente para iniciar o filho, exceto ela.

Barbara começou a entrar no quarto de Tony tarde da noite, usando camisolas de seda que deixavam pouco para a imaginação. Ela justificava o incesto como “terapia de cura homossexual”. O abuso era recorrente e transformou a casa em um ambiente claustrofóbico.

Tony passou a odiá-la, mas a dependência psicológica era total. Ele começou a mandar nela, revertendo a agressividade; ele a tratava como uma posse degradada, e ela aceitava, acreditando que a “agressividade masculina” dele era um sinal de cura.

A escalada para o bizarro não parou no incesto. Barbara passou a convidar amigos de Tony para participar de relações a três.

Barbara deitava-se com Tony e outro rapaz simultaneamente. Ela queria observar o filho com outro homem, mas participando ativamente para “interceptar” o desejo dele. Se Tony dava mais atenção ao rapaz do que a ela, Barbara simulava ataques cardíacos ou crises de histeria para que o filho parasse tudo e focasse nela.

A tensão atingiu o ponto de ebulição no apartamento de Londres, no final da tarde de 17 de novembro de 1972. Barbara estava cada vez mais dependente de Tony, e Tony estava cada vez mais perdido em seus traumas.

Eles discutiam por tudo. Naquela tarde, o motivo foi o jantar. Barbara estava na cozinha, e a presença dela, sua voz, seu cheiro, tornaram-se insuportáveis para Tony. Ele viu nela não mais a mãe, mas o monstro que o havia devorado por dentro.

Tony pegou uma faca de cozinha e desferiu um golpe certeiro no peito de Barbara. Ela caiu pesadamente, morrendo em questão de minutos sobre o piso caro.

Após o crime, a reação de Tony foi de uma desconexão total. Ele não chorou. Ele pegou o telefone e ligou para o serviço de entrega de comida chinesa. Enquanto esperava a comida chegar, ele caminhava pela casa, ignorando o cadáver da mãe.

Quando a polícia chegou, alertada pelo próprio entregador, Tony estava sentado calmamente. Ele apenas apontou para o corpo e disse: “Eu a matei”.

Devido à sua fortuna e influência familiar, Tony não foi para uma prisão comum inicialmente, mas para o Broadmoor Hospital, uma instituição psiquiátrica de segurança máxima na Inglaterra.

Após alguns anos, ele foi liberado sob a custódia de sua avó materna (mãe de Barbara) em Nova York. No entanto, em um surto, ele tentou assassinar a avó a facadas. Ele foi então enviado para a prisão de Rikers Island.

Em 1981, pouco antes de seu julgamento pelo ataque à avó, Tony Baekeland foi encontrado morto em sua cela. Ele cometeu suicídio por asfixia, utilizando um saco plástico, uma ironia trágica e macabra, já que a fortuna de sua família veio justamente da invenção do plástico.

A família Baekeland, que outrora simbolizava o progresso industrial e o sonho americano, tornou-se um símbolo de decadência moral. O caso foi imortalizado no livro e, posteriormente, no filme “Savage Grace” (Pecados Inocentes), que retrata a descida dessa linhagem ao abismo do incesto e da loucura.

 

Fonte e foto: Roi Morawietz Mistérios do Mundo – Aberto

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *