Sabia que um brasileiro criou um serviço de busca antes do Google?

No fim da década de 1990, a internet ainda era uma novidade para a maioria dos brasileiros. Mas, dentro da UFMG, um professor já trabalhava em um dos maiores desafios da era digital. Como encontrar informação na internet de forma eficiente.

O nome dele era Nivio Ziviani.

Em vez de limitar a pesquisa ao ambiente acadêmico, ele acreditava que conhecimento precisava virar empresa.

Ao lado de alunos da universidade, fundou a Miner Technology Group.

A startup desenvolveu tecnologia de busca em uma época em que esse mercado ainda estava nascendo.

Em 1999, a empresa foi adquirida pelo UOL por cerca de R$ 4 milhões.

Era um dos primeiros grandes casos de uma startup de base universitária vendida no Brasil.

Mas Ziviani estava apenas começando.

Pouco tempo depois, ao lado do pesquisador Berthier Ribeiro-Neto, fundou a Akwan Information Technologies.

A empresa desenvolveu soluções de busca para grandes organizações e criou o TodoBR, um dos mecanismos de busca brasileiros mais avançados da época.

A tecnologia chamou a atenção do Google que a adquiriu em 2005. O valor da operação nunca foi divulgado.

A aquisição deu origem ao Centro de Engenharia do Google em BH, que permanece ativo até hoje e se tornou uma das principais operações de engenharia da empresa fora dos Estados Unidos.

Ao longo da carreira, Nivio participou da criação de cinco startups.

Quatro delas foram adquiridas.

Entre elas estão a Neemu, comprada pela Linx, e a Kunumi, especializada em inteligência artificial e adquirida pelo Bradesco em 2022.

Mas talvez sua ideia mais inovadora não tenha sido uma empresa.

Foi um conceito.

“Paper to PIB.”

Transformar artigos científicos em riqueza, empregos e inovação.

Por isso, em diferentes startups, Ziviani destinou parte de sua participação acionária para a universidade, criando um modelo raro de aproximação entre pesquisa e mercado.

A história dele mostra que inovação não nasce apenas em grandes empresas.

Muitas vezes, ela começa dentro de uma universidade.

O que faz a diferença é a capacidade de transformar conhecimento em produto.

Na prática, a distância entre um artigo científico e um negócio bilionário pode ser muito menor do que parece.

 

Fonte: update.diario

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