BRASIL É CAMPEÃO MUNDIAL DE GASTO PÚBLICO COM ELEIÇÃO

ILUSTRAÇÃO

No mesmo orçamento, governo e Congresso aumentaram em 190% a despesa com partidos e reajustaram o salário-mínimo em apenas 10%.

O país vai ficar um pouco mais bizarro amanhã, quando Jair Bolsonaro sancionar o Orçamento de 2022 destinando R$ 5,7 bilhões para gastos dos partidos políticos nesta temporada eleitoral.

Há quem ache essa dinheirama coisa pouca na dimensão da economia brasileira, mesmo em aguda crise e sob pandemia, porque representa uma fração (0,0633%) do Produto Interno Bruto (PIB), a soma da riqueza nacional.

Não é. Significa uma injeção de dinheiro público em campanhas eleitorais numa proporção, em relação ao PIB, dez vezes maior do que ocorre no Japão e na Alemanha. Ou ainda, vinte vezes o volume de despesa da França com partidos e candidatos.

Com o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, o Brasil estará absolutamente consolidado na posição de campeão mundial em gastos públicos com campanha eleitoral. Líder absoluto e muito mais distanciado do que já estava do restante do grupo de países com as maiores economias do planeta.

Esses dados foram coletados pelo Partido Novo para demonstrar ao Supremo Tribunal Federal a ilegitimidade do aumento do fundo eleitoral — de R$ 2,1 bilhões na eleição municipal de 2020 para R$ 5,7 bilhões neste ano.

Governo e Congresso produziram uma esquisitice política dentro do mesmo orçamento. Resolveram aumentar em 190% a despesa do Estado com três dezenas de partidos, ao mesmo tempo em que estabeleceram um reajuste de apenas 10% para o salário-mínimo — base da renda de cerca de 30 milhões de trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas.

Além do fundo eleitoral, parlamentares candidatos à reeleição foram beneficiados com cerca de R$ 33 bilhões, nos últimos 24 meses, em verbas federais para os seus redutos eleitorais.

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