DOUTORA EM NUTRIÇÃO ESCLARECE MITOS E VERDADES DO CONSUMO DE PEIXES

Especialista da UniAvan traz dicas e orientações para estimular o consumo tanto de peixe de água salgada quanto de água doce. Para quem quer aproveitar as dicas, entre 1º e 15 de setembro será realizada em todo o Brasil a Semana do Pescado com opções acessíveis para todos os gostos

FOTO: DIVULGAÇÃO

Ótima proteína e repleta de benefícios para o ser humano, o peixe se tornou uma boa alternativa para quem quer diversificar na refeição do dia a dia. Segundo pesquisa Ipsos, 68% dos brasileiros informou ter diminuído o consumo de carne vermelha diante do aumento do preço da proteína e busca por hábitos mais saudáveis. “As pessoas querem melhorar a resistência imunológica, estar saudável é algo que todos estamos buscando nesse momento”, ressalta Pedro Pereira, que integra o Comitê Organizador da Semana do Pescado, movimento que reúne toda a cadeia produtiva e organizará promoções de incentivo ao consumo entre os dias 1º e 15 de setembro.  Com tanta procura e busca por novos hábitos, surgem também dúvidas sobre os benefícios do alimento. Nutricionista doutora em Nutrição, a professora da UniAvan, Renata Carvalho de Oliveira, reforça que apesar da variedade enorme de peixes tanto de água doce quanto de água salgada no Brasil, as pessoas ainda tendem a consumir muito pouco na sua alimentação. “Devemos estimular o consumo e mostrar que podemos preparar os peixes de várias formas saborosas e nutritivas, além do preparo frito, que é o predileto dos brasileiros”, declara a especialista.

Ambos destacam que há espécies bem acessíveis que, se bem preparadas, ficam deliciosas. E há ainda a chance de aproveitar os peixes em sua totalidade, pois a cabeça e aparas, por exemplo, podem virar um delicioso caldo, base para sopas e pirão. “Os peixes são excelentes fontes proteicas, apresentam vitaminas, como complexo B, A e D, e minerais, como cálcio, fósforo, ferro, cobre, selênio, além de iodo nos de água salgada. Estes também são ricos em ômega 3, um tipo de lipídio cujo consumo está associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, atua no sistema imunológico e em processos anti-inflamatórios”, ensina a doutora. Os peixes, podem ser consumidos por qualquer pessoa, em qualquer fase do ciclo da vida, ou seja, pode ser consumido desde a introdução alimentar do bebê, crianças, adultos, gestantes e idosos.

Renata, desde 2003, presta assessoria e consultoria para empresas do ramo da alimentação. Em relação aos peixes, ela responde uma série de perguntas e esclarece mitos e verdades sobre o consumo dessa proteína:

Peixes mais baratos também são considerados fonte de nutrientes?

Verdade. Muitas vezes, as pessoas pensam que peixes como salmão ou atum são mais saudáveis que outros mais populares, como o caso da sardinha. Mas esse pensamento está incorreto, pois a sardinha é um peixe rico em proteínas, em ômega 3 e uma ótima fonte de cálcio. Da mesma forma, a tilápia, um peixe de água doce, é uma ótima fonte de proteínas, selênio e de ácidos graxos poli-insaturados, que – assim como o ômega 3 – também auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares.  O importante é cuidar com a técnica de preparo dos pescados, dando preferência por assado, cozido, no vapor e grelhado, evitando fritá-los, pelo excesso de gordura adicionado à preparação e consequente maior valor energético.

Peixe de rio é sujo e tem gosto de barro?

Mito. Os peixes de rio podem apresentar sabor terroso, mas, em geral, não são sujos e são muito saborosos.  O importante é saber a procedência do peixe, para que ele seja fresco e evitarmos que ele esteja contaminado com metais pesados, como o mercúrio, por exemplo. Além disso, os peixes de rio precisam ser bem temperados, por exemplo com alfavaca, limão, alho, pois não apresentam o mesmo sabor marinho dos pescados de água salgada.

Todo peixe é de baixa caloria?

Mito. Primeiro que é muito relativo falar em baixa caloria, pois mais importante do que o valor energético do peixe é saber como ele será preparado. Pois peixes fritos, por exemplo, independentemente do tipo, serão mais energéticos que um peixe assado ou grelhado. Além disso, uma das classificações dos peixes é pelo seu teor de gordura, logo, temos peixes considerados gordos, os quais apresentam mais de 10% de gorduras, como o atum, merluza, salmão, tainha;  meio gordos (5 a 10% de gordura), a exemplo do pintado, sardinha, bagre; e magros (menos de 5% de gorduras), como o badejo, bonito, cação, pescada, linguado, pirarucu e piranha. Mas o consumo de peixes, independentemente da sua quantidade de gordura, faz parte de uma alimentação saudável e o seu consumo deve ser estimulado. Os peixes considerados gordos apresentam maior quantidade de ômega 3.

Gestantes e lactantes não podem consumir peixes?

Mito. O cuidado que devemos ter em relação à gestante, principalmente, é evitar o consumo do peixe cru. Além disso, o consumo deve ser moderado (máximo de 1 a 2 vezes na semana).  Mas o consumo de peixe é recomendado para gestantes e lactantes devido a presença de ácidos graxos polinsaturados e ômega 3.

Peixe contribui para a memória e para a pele?

Verdade. Os peixes são ricos em proteínas, vitaminas, minerais, ácidos graxos polinsaturados e ômega 3, que contribuem para a saúde em geral, mas em relação à memória, os peixes são conhecidos como “alimentos para o cérebro”.

As espécies de carne escura oferecem mais ômega-3 que outras?

Mito. A cor do peixe está relacionada com características próprias como grande concentração sanguínea nos escuros, ao contrário dos peixes brancos que apresentam menos sangue e gorduras. Os peixes alaranjados, como o salmão e a truta, apresentam mais carotenoides. Logo, a concentração de ômega 3 nos peixes não tem relação com a sua coloração, mas os peixes que apresentam mais ômega 3 são os peixes de água salgada, peixes mais gordurosos e que, geralmente, vivem em águas mais frias.

Semana do Pescado terá ofertas e estímulo ao consumo          

Para o consumidor que quer aproveitar as dicas da nutricionista e inserir ainda mais o alimento no seu cotidiano, será realizada em todo o Brasil a Semana do Pescado entre 1º e 15 de setembro. A campanha tem foco no aumento do consumo e, por isso, contará com ofertas especiais, promoções em redes varejistas, festivais de degustação, ações para divulgação de espécies regionais, entre outros. Considerada a “segunda quaresma”, chega à 18ª edição como importante campanha de incentivo à cultura do consumo das vendas. Além de oferecer diversos benefícios ao público em geral, a Semana gera para o varejo um aumento de movimentação entre os períodos sazonais do Natal e a Semana Santa.

Sobre a Semana do Pescado

É uma campanha que tem como objetivo incentivar o consumo de pescado em todo o Brasil. Ocorre anualmente na primeira quinzena de setembro e possui como foco ações promocionais e eventos gastronômicos. A edição de 2021 tem como patrocinadores, além de empresas do setor, as seguintes entidades: Alaska Seafood Institute, Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA​), Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (CONEPE), Conselho Norueguês de Pesca, Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (SAPERJ), Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (SINDFRIO), Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá (SINDIPESCA), Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) e Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (SIPESP). A Semana do Pescado conta com o apoio do Ministério da Agricultura, com destaque para a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA), do SEBRAE e da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL).

Semana do Pescado

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