Fogo no Canadá degrada qualidade do ar na Europa; Portugal sob neblina

É provável que nos próximos dias, também em Portugal, se continue a ver o céu enevoado e pôr-do-sol com tons vermelhos e alaranjados

© Saul Loeb/AFP

As emissões dos incêndios florestais no Canadá, que deflagram desde o início de maio, são as mais elevadas de sempre registadas pelo Copernicus, o Programa de Observação da Terra da União Europeia, que analisa o planeta e o seu ambiente. E já se fazem sentir na Europa, degradando a qualidade do ar no território europeu desde a segunda semana de junho.

“Começaram na parte ocidental do país, mas expandiram-se mais tarde para as regiões orientais, conduzindo a um total de cerca de 160 megatoneladas de emissões de carbono, que são agora as emissões totais anuais mais elevadas estimadas para o Canadá”, pode ler-se no comunicado do Copernicus.

Análise de profundidade ótica de aerossóis de matéria orgânica do Copernicus, entre 1 a 26 de junho de 2023

Por isso é provável que nos próximos dias, também em Portugal, se continue a observar o céu enevoado e pôr-do-sol com tons vermelhos e alaranjados. No entanto, não se espera que o fumo tenha um impacto significativo na qualidade do ar à superfície.

A nossa monitorização da escala e da persistência das emissões dos incêndios florestais em todo o Canadá desde o início de maio demonstrou como tem sido invulgar, quando comparada com as duas décadas do nosso conjunto de dados. O transporte de longo alcance do fumo que estamos atualmente a monitorizar não é invulgar e não se espera que tenha qualquer impacto significativo na qualidade do ar à superfície na Europa, mas é um reflexo claro da intensidade dos incêndios o facto de valores tão elevados de profundidade ótica do aerossol e de outros poluentes associados à pluma serem tão elevados quando esta chega a este lado do Atlântico“, explicou Mark Parrington, cientista do Copernicus, na mesma nota.

Fonte: tsf.pt

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