LASERTERAPIA EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA  (Simone Norat Campos)

Casa Durval Paiva

O tratamento contra o câncer evoluiu muito e as chances de cura aumentaram, mas ainda causa vários efeitos colaterais, interferindo na qualidade de vida dos pacientes. A boca é um dos primeiros locais a ser atingido por esses efeitos, advindos da quimioterapia e/ou radioterapia de cabeça e pescoço ou transplante de medula óssea.

A quimioterapia, uma das formas de tratamento, por não ser seletiva, atinge tanto as células doentes como as sadias, ocasionando queda de cabelo, enjoos, vômitos, alteração do paladar, sangramento gengival, infecções oportunistas (virais e bacterianas) e mucosite oral.

A mucosite oral é uma inflamação da mucosa bucal, principal efeito colateral da quimioterapia e radioterapia de cabeça e pescoço, que causa muito desconforto ao paciente como: dificuldade ao falar, deglutir, mastigar, causando dor e, dependendo do grau da mucosite, pode evoluir para úlceras (feridas), interferindo, consideravelmente, na qualidade de vida.

Nesse caso, o paciente ficará mais tempo internado, podendo ter febre, atrasando o protocolo de quimioterapia. A presença de feridas na boca permite a entrada de microorganismos na circulação sistêmica e, devido à baixa imunidade, há um grande risco de desenvolver bacteremia e septicemia.

Existem várias alternativas de amenizar esses efeitos, prevenindo e reduzindo severidade, dentre elas, a laserterapia (terapia com o laser). O laser é uma fonte de luz com vários comprimentos de onda, que lhe conferem propriedades terapêuticas. Na odontologia, vem sendo utilizado largamente, principalmente na oncologia, obtendo resultados positivos, do ponto de vista clinico e funcional, conferindo conforto aos pacientes.

Existem dois tipos de laser: o de baixa potência (terapêutico) e alta potência (cirúrgico). O de baixa potência é utilizado em oncologia, tem ação analgésica, anti-inflamatória e atua no processo de reparação tecidual. Nem todo quimioterápico causa mucosite oral, porém, nos casos de leucemias, osteossarcomas, são utilizados quimioterápicos altamente citotóxicos, como o metotrexato, podendo causar mucosites num grau mais avançado.

A mucosite quimioinduzida e radioinduzida são semelhantes em suas apresentações clínicas e aparecem logo após as sessões, causando muito desconforto ao paciente, como dificuldade ao falar, deglutir, mastigar e causando muita dor. Dependendo do grau da mucosite, pode evoluir para úlceras (feridas) e o paciente ficará mais tempo internado, podendo ter febre, atrasando o protocolo de quimioterapia. A presença de feridas na boca permite a entrada de microorganismos na circulação sistêmica e, devido à baixa imunidade, há um grande risco de desenvolver bacteremia e septicemia.

A laserterapia é indolor, não tem potencial invasivo e baixos riscos de efeitos colaterais. Além disso, é uma terapia bem aceita pelos pacientes, tanto os adultos, como as crianças. Tem sido usada em grandes centros, como conduta padrão, para prevenir e tratar a mucosite oral, principalmente em transplante de medula óssea e quando a radioterapia envolve a região de cabeça e pescoço. Daí a importância do dentista nos centros de oncologia, para conferir melhor qualidade de vida a esses pacientes.

O serviço odontológico da Casa Durval Paiva oferece o tratamento de laser a seus pacientes, crianças e adolescentes, o que tem conferido menor severidade da mucosite e outras infecções.

Simone Norat Campos é Dentista Casa Durval Paiva – CRO/RN 1784

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