Revolta popular atinge sede de O Globo após morte de Getúlio Vargas(@curiosonauta)
A morte do então presidente Getúlio Vargas, em 25 de agosto de 1954, desencadeou forte comoção nacional e uma onda de protestos em diversas cidades brasileiras, especialmente no então Distrito Federal, o Rio de Janeiro. O suicídio do chefe do Executivo ocorreu em meio a uma grave crise política, marcada por acusações, pressões militares e intensa polarização entre apoiadores e opositores do governo.
Logo após a divulgação da notícia, multidões foram às ruas. Parte da revolta popular direcionou-se contra veículos de imprensa que, na percepção de manifestantes, haviam adotado posição crítica em relação ao governo. Entre os alvos estava o jornal O Globo. Populares invadiram o prédio onde o periódico funcionava, promoveram depredações internas e incendiaram veículos ligados à empresa.
Diante da escalada da violência, a direção do jornal solicitou apoio das Forças Armadas. O Exército foi acionado e assumiu o controle do local para conter a invasão e restaurar a ordem. A intervenção ocorreu em um cenário de tensão generalizada, com confrontos e atos de vandalismo registrados em outros pontos da cidade.
O episódio refletiu o clima de instabilidade política daquele momento histórico. A carta-testamento deixada por Vargas, divulgada após sua morte, reforçou a mobilização de seus apoiadores ao apresentar o gesto como resposta a pressões consideradas injustas. A repercussão imediata alterou o cenário político nacional e impactou o debate público sobre liberdade de imprensa, responsabilidade editorial e papel dos meios de comunicação em períodos de crise.
Décadas depois, os acontecimentos de agosto de 1954 continuam sendo estudados por historiadores como um marco da história política brasileira, evidenciando a intensidade das disputas ideológicas e a força da mobilização popular em contextos de grande comoção nacional.
- A Revolta de 1954 (Jornal O Globo): Após o suicídio de Getúlio Vargas em 25 de agosto de 1954, o jornal O Globo foi alvo da ira popular. O jornal fazia campanhas diárias e difamatórias contra Vargas, chamando-o de corrupto. Naquele dia, a população enfurecida depredou carros da empresa e atacou a sede do jornal, sendo necessária a intervenção de forças militares para proteger o local.
- Apoio ao Golpe de 1964: O jornal O Globo apoiou abertamente o golpe militar de 1964, posição que o próprio veículo reconheceu como um “erro” apenas em 2013, pressionado pelas manifestações populares de junho daquele ano.
- Protestos Modernos (Black Blocs – 2013): Em agosto de 2013, manifestantes dos grupos Black Blocs e Anonymous entraram em confronto com a Polícia Militar do Rio de Janeiro em frente ao prédio da TV Globo, em protesto contra a linha editorial da emissora.
- Outros Conflitos: Em 2016, integrantes do MST protestaram em frente à sede da TV Globo acusando-a de tentativa de criminalizar movimentos sociais. A emissora também foi amplamente criticada pela edição do debate presidencial de 1989.O Globo)





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