
Foto: pe.unit.br/
Calor extremo. Milhões de pessoas enfrentam uma onda de calor excepcional em diversos países da Europa, incluindo França, Espanha, Itália e Reino Unido.
A França é uma das mais afetadas. Com temperaturas de até 44°C, ao menos 40 pessoas morreram afogadas nos últimos dias ao tentarem se refrescar. Por causa do calor, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre também passaram a fechar mais cedo.
Metade do território entrou em alerta vermelho e o consumo de álcool em público foi proibido. Nesta terça-feira (23), a França também registrou seu dia mais quente desde o início das medições, em 1947, com uma temperatura média de 29,8°C.
Em outros países… No Reino Unido, há expectativa de quebra de recordes de temperatura para o mês de junho. Na Espanha, quase todo o país está sob alerta. Em Madri, a prefeitura ativou um “abrigo climático” para atender pessoas em situação de rua e vulnerabilidade.
Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu alerta máximo para 15 cidades, incluindo Roma e Milão. Na Bélgica, esta pode ser a semana mais quente já registrada.
O que está por trás? O principal fator é o chamado “bloqueio ômega” – um fenômeno que funciona como uma “tampa” sobre a região, impedindo a passagem de frentes frias e prendendo o ar quente por vários dias (aprofunde).
Quadro geral: O episódio já está sendo comparado à histórica onda de calor de 2003, que causou cerca de 80 mil mortes na região. Segundo estudos, a Europa é, hoje, o continente que aquece mais rápido no mundo, com temperaturas subindo duas vezes acima da média global.





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