Obra perdida de Rubens reaparece após quatro séculos

(Fonte: oantagonista.com.br)

O leiloeiro Jean-Pierre Osenat encontrou uma pintura de Peter Paul Rubens, intitulada “Cristo na cruz”, considerada perdida desde 1613. A identificação ocorreu em setembro de 2024, durante o inventário e a venda de uma mansão situada no distrito 6 de Paris.

O achado representa um evento incomum no cenário artístico mundial, conforme o próprio Osenat descreveu“Trata-se de uma obra-prima, um Cristo na cruz, pintado em 1613, que havia desaparecido e que encontrei em setembro de 2024”A tela será leiloada em 30 de novembro, após mais de quatro séculos sem paradeiro conhecido.

Redescoberta e comprovação de autenticidade

O quadro do pintor flamengo Peter Paul Rubens (1577-1640) mede 105,5 cm por 72,5 cm. A peça, representativa da pintura barroca, apresenta bom estado de conservação, apesar da idade. Osenat descreveu a cena central: “É o começo da pintura barroca, Cristo é representado crucificado, isolado, luminoso, destacando-se com força entre um céu escuro e ameaçador. Atrás do fundo rochoso e verde do Gólgota, aparece uma vista que mostra Jerusalém iluminada, mas aparentemente sob uma tempestade”.

A autenticidade do quadro foi confirmada por um comitê de especialistas. Entre eles, o professor Nils Büttner, presidente do Rubenianum, uma organização na Antuérpia dedicada ao estudo da obra de Rubens. Büttner, reconhecido especialista em arte alemã, flamenga e holandesa dos séculos XV e XVI, atestou a autoria do mestre. Rubens teria produzido esta tela no período de sua plena capacidade artística.

Histórico da propriedade e relevância cultural

Ainda que Rubens tenha produzido muitas obras para a Igreja, esta pintura específica era provavelmente destinada a um colecionador particular. Sua trajetória incluiu a posse pelo pintor do século XIX William Bouguereau. Posteriormente, a obra passou a pertencer aos proprietários da mansão parisiense onde foi redescoberta.

Este reencontro com uma pintura de Rubens, dada como perdida por mais de quatrocentos anos, marca um momento para o patrimônio artístico europeu. A venda da peça, agendada para 30 de novembro, conclui o processo de redescoberta que se iniciou com um inventário de rotina em uma propriedade particular na capital francesa. Osenat qualificou o achado como “um acontecimento raríssimo e uma descoberta sem precedentes”.

 

Fonte: oantagonista.com.br

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