“Hollywood Potiguar“: conheça 10 filmes dirigidos ou estrelados por potiguares

Noturnos

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Este curta moderno e recheado de poesia é dirigido por Carito Cavalcanti e Joca Soares, recebendo até prêmio de Melhor Fotografia. O filme é concebido a partir das poesias de Nina Rizzi e faz um passeio bem interessante pela noite da cidade de Natal-RN, se reconhecendo no olhar da câmera, na força e dramaticidade das mulheres do filme. É bem legal aqui ver lugares bastante frequentados da cidade no período da noite como a praça da Ribeira, o largo da rua Chile e etc.

Veja o trailer:

Avenida 1

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A Avenida 1 é uma importante avenida da cidade de Natal, por que? Porque foi simplesmente a primeira avenida da cidade, e ela ganhou um filme só pra ela. O filme é dirigido por Toinho Castro com Lenira Castro, e foi feito a partir dos depoimentos da Lenira, que viveu os anos 40 e 50 em Natal-RN. Lenira era uma menina que, da sua rua, a Avenida Um, acompanhou as alegrias do cinema, do circo, as expectativas da Segunda Grande Guerra e da Copa de 50. Histórias de uma infância e juventude vividas plenamente numa Natal que, nas suas palavras, “era uma fazenda iluminada”. As serestas, as brincadeiras de rua, as viagens de trem até o Recife e, por fim, um encontro que mudou tudo. E o mundo nunca mais foi o mesmo.

Abraço de Maré: do asfalto ao mangue

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Este filme é um curta-metragem dirigido por Victor Ciriaco, um jovem cineasta potiguar de 20 anos. As filmagens duraram dez dias, mas todo o processo chegou a três meses. O filme conta a história do casal Biluca e Ilton, e seus três filhos, que moram em uma casa pequena entre o mangue e o Rio Potengi, e aborda também o cotidiano dessa família, que mora lá há doze anos. Ilton é pedreiro, mas quando não está trabalhando nessa área, se torna pescador para poder sustentar a família.

Segundo a fonte as dificuldades foram muitas, primeiro pela inexperiência da maioria da equipe, o próprio Victor estava estreando como diretor de uma produção desse tipo. Ainda se contam algumas dificuldades técnicas, como filmar em cima de um barco, com todo aquele balanço; em alguns momentos a equipe precisou enfiar o pé na lama literalmente, e outros empecilhos dificultaram um pouco as filmagens. Mas graças também ao excelente trabalho da editora Pipa Dantas, o filme ficou bem melhor do que eles mesmos imaginavam, conseguindo até mesmo superar as expectativas, pois como Helio comentou: “o objetivo principal era não passar vergonha”.

Três Vezes Maria
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Este aqui foi dirigido por Marcia Lohss, virou curta metragem mas era para ser uma série. Maria Dolores que todos chamam de Dorinha, Maria Aparecida que é conhecida por Cida e Maria Apolônia, a fogosa Paloma, vivem e trabalham no Cabaré do Onório em Santo Antônio do Salto da Onça, uma cidade do interior do RN. Após a morte da cafetina, dona do cabaré, Onório se vê no desafio de administrar o prostíbulo herdado que vive um momento difícil. Na noite da reinauguração do cabaré, as Marias terão que tirar força da amizade entre elas, para suportar a dor neste lugar onde não há espaço para lágrimas.

Sailor
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Mais um curta-metragem – desta vez de ficção – dirigido pelo potiguar Victor Ciriaco. O filme narra um encontro inesperado de Pedro um marinheiro, que está diante de uma relação gay nunca antes vivenciada por ele, e Johnny, outro marinheiro que veio de longe e desperta uma paixão avassaladora entre os dois. Ainda inexperiente nesse campo, o jovem Pedro se vê completamente fisgado por Johnny, quando os dois se conhecem ocasionalmente em uma festa e iniciam uma relação.

Janaína Colorida Feito o Céu

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“E se você acordasse em um banheiro público e não soubesse nada a seu próprio respeito?” Pois é, este filme é dirigido pela potiguar Babi Baracho e tem um roteiro misterioso e intrigante.

Janaína Colorida Feito o Céu narra um dia na vida da protagonista que, apesar de não saber seu nome, mantém uma serenidade arrebatadora diante da condição em que se encontra e das situações de risco que se coloca.

O curta-metragem mostra o desafio da protagonista de redescobrir sua interação com o meio em que a cerca a cidade dando, ao longo desse processo, novos significados aos lugares e pessoas ao seu redor. O filme promove um novo olhar sobre o meio urbano, uma vez que ele faz parte dessa narrativa intensa e surpreendente.

O mais interessante é que a obra faz uma homenagem aos lugares mais bonitos e clássicos de Natal como a ponte Newton Navarro e a Cidade Alta, e tem cenas legais que pelo trailer dá realmente vontade de ver. Babi Baracho pareceu mesmo querer dar ênfase a cenas que envolvem rostos, sorrisos, o sol da cidade, o mar, e etc. O filme recebeu até prêmio (Melhor Fotografia no Cine Curtas Lapa) no Rio de Janeiro.

O Menino do Dente de Ouro

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Este é um filme de Rodrigo Sena encenado pelos garotos Davi Allyson, Douglas Santos e Renato Oliveira. O filme conta a história do Wesley, garoto de 12 anos, que na ida para o colégio acaba se envolvendo em um negócio lucrativo e também um tanto perigoso pelas ruas de Natal. Sena arriscou-se em um elenco de garotos que nunca tinham atuado antes mas quem viu disse que ele acertou em cheio na escolha. As gravações ocorreram no centro do Alecrim e Passo da Pátria, envolvendo cerca de 30 profissionais.

Sob a Sombra da Estrela
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Este curta é um suspense que conta a história de Lara e Léo, dois jovens mochileiros youtubers que percorrem o Brasil atrás de mitos e lendas documentando relatos e conhecendo lugares. Foram muitas as histórias contadas pelo casal de amigos, mas tudo não passava de crendice popular até os dois chegarem à Baia Formosa, no RN. Lá eles descobriram que à sombra da Mata Estrela coisas estranhas acontecem.

Alguém falou que o local mostrado nesse curta, a tal Mata Estrela, realmente é sinistro. Lá é uma floresta enorme, de mata fechada, onde o dia vira noite e dá pra se perder fácil. Negócio meio Bruxa de Blair, talvez alguma inspiração pro filme.

Incontinências

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Este filme carregado de toques caseiros e poesia é dirigido pelo jornalista Paulo Dumaresq e reúne belas imagens de Natal-RN como o cemitério do Alecrim, o Parque das Dunas a Pinacoteca Estadual entre outras. O filme fala de uma mulher sem identidade que perambula por espaços públicos da urbe em busca de si mesma. Em cada cenário, ela assume um personagem (puta, louca, suicida, riponga, viúva). Nesse vaguear, recita poemas e emite pensamentos. Paulo diz que Incontinências é uma homenagem ao cinema.

Vixe Boy Dei Valor

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Essa molecada tem talento e você vai ver isto neste curta que foi produzido para o IV Festival de Baía Formosa, realizado em novembro de 2013 no RN. Como o tema do Festival era 1 minuto no País do Futebol o diretor pensou em fazer algo que fosse um pouco mais crítico, visto que a Copa do Mundo no Brasil, segundo ele, trouxe vários problemas políticos, econômicos e sociais sob o pretexto de “deixar um legado”.

Fontes: Curiozzzo.com, Avenida Um , O Chaplin , Caboré Audiovisual , Goiamum Audiovisual , Prefeitura de Natal , Filmow e Substantivo Plural.

Comentários de Henrique Araújo, do Curiozzzo.com

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