Sistema FIERN e Emgepron assinam acordo de cooperação para projetos conjuntos voltados às energias renováveis

O Sistema FIERN, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (SENAI-RN) e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), da Marinha – principal referência em engenharia estratégica no Brasil – assinaram um acordo de cooperação para atuação conjunta em projetos voltados à “economia do mar”, com foco especial em energias renováveis.

A expectativa, segundo as instituições envolvidas, é a troca de experiências e um ambiente de contribuições mútuas para o desenvolvimento de soluções principalmente voltadas à eólica offshore – a energia que será gerada por parques eólicos previstos para o mar.

A atividade está à espera dos primeiros licenciamentos ambientais e de regulamentação no Brasil, e o Rio Grande do Norte, líder nacional em geração eólica em terra, é apontado como uma das zonas mais promissoras também nessa nova frente de investimentos.

“Esse é um momento importante para a economia do estado e a energia eólica offshore traz uma transformação, com possibilidade, inclusive, de transformar o RN em exportador de energia para outros países”, diz o presidente do Sistema FIERN – que engloba a Federação das Indústrias, o SENAI-RN, o SESI e o IEL no estado – Amaro Sales de Araújo, ressaltando que “é preciso criar oportunidades com foco na economia do mar”.

Segundo ele, tanto a Federação quanto o SENAI, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), referência em Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação em energia eólica, solar e sustentabilidade, continuarão atuando nesse processo como indutores do desenvolvimento.

Acordo

O acordo firmado com a EMGEPRON terá prazo de vigência de cinco anos, com possibilidade de prorrogação por períodos iguais e sucessivos.

Projetos de pesquisa e desenvolvimento, que envolvam a formação simultânea de mestres e/ou doutores/as; consultorias técnicas; programas de estágios para pesquisadores/as e alunos/as; apresentação de seminários, ciclos de palestras e/ou realização de cursos; além de serviços técnicos de apoio à pesquisa e desenvolvimento estão entre as possibilidades que se abrem na região a partir da iniciativa.

Rodrigo Mello, diretor regional do SENAI-RN, do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), frisou que a cooperação “traz ganhos qualitativos gigantescos do ponto de vista operacional, da tecnologia e dos recursos humanos voltados principalmente à energia eólica offshore”.

O diretor presidente da EMGEPRON, vice-almirante Edesio Teixeira Lima Junior, frisou, por sua vez, que atividades previstas no acordo criam bases mais fortes para o surgimento da atividade e para que possa se desenvolver de forma mais consistente e rápida no Brasil.

Desafios e oportunidades

O cenário atual do setor de energia, incluindo potencial medido de geração, produção de equipamentos, logística, tecnologias e legislação foram os pontos centrais de reunião entre a diretoria do SENAI-RN, da EMGEPRON e de outros representantes da Marinha.

O coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento do ISI-ER, Antonio Medeiros, apresentou um panorama geral do setor, além de desafios e oportunidades para a nova indústria offshore – uma delas, o apoio à criação de clusters tecnológicos navais.

Os Clusters são associações de empresas, instituições e governos em busca de soluções para potencializar atividades econômicas ligadas ao mar, como a própria energia, a pesca oceânica e outras indústrias.

Grupos nesses moldes já existem no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A proposta de criação de um semelhante no Rio Grande do Norte – o primeiro da região Nordeste do Brasil – foi apresentada nesta terça-feira pelo presidente da EMGEPRON a um conjunto de instituições convidadas no estado.

Fomentar um ambiente de gestão, de articulação entre governos, empresários e mundo acadêmico, buscando soluções para a criação de ambientes favoráveis de negócio, criando negócios em si e atraindo capitais, são os objetivos desse tipo de associação, disse ele, ressaltando que, “para se alcançar o sucesso esperado, entretanto, é fundamental haver um  grande movimento de governança e articulação”.

Além do presidente da EMGEPRON, participaram da programação com o Sistema FIERN, pela Marinha, o Vice-Almirante André Moraes Ferreira, Assessor de Relações Institucionais do Comando do 3º Distrito Naval (Com3ºDN), o Capitão-de-Mar-e-Guerra Marco Antônio Veppo dos Santos, encarregado da seção para Assuntos Marítimos no Com3ºDN, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Alan Kardec Mota, Assessor de Negócios da EMGEPROM: o Capitão-de-Mar-e-Guerra André Sochaczweski, Capitão dos Portos do Rio Grande do Norte, e o Capitão-de-Fragata Jorge Henrique da Mota Gomes de Souza.

Na ocasião, também foram realizadas apresentações institucionais do ISI-ER e da EMGEPRON, com a presença do presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN, Gabriel Calzavara e da assessora de Mercado e Projetos do SENAI-RN, Amora Vieira.

Fonte e foto: Carbono Zero

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