Sobre namorados e VOCÊ! (Minervino Wanderley)

Fonte: Pexels

Já divaguei muito sobre esse tal “Dia dos Namorados”. Respeito muito quem curte essa data, mas – particularmente – não valorizo. Penso eu: vamos deixar que “sei-lá-quem-foi-essa figura” escolha uma data para os casais se mostrarem mais cúmplices, mais atenciosos, mais carinhosos, mais compreensivos, mais tolerantes? Na minha visão, tem algo errado.

Ser a pessoa ideal por um dia, e de forma premeditada, é fácil. Qualquer um dá um jeito e assim procede. Está lá na folhinha em negrito: 12 de junho – Dia dos Namorados. Sei que muitas dessas pessoas são cheias de boas intenções, não restam dúvidas. Outras são tímidas e têm dificuldades em externar seus sentimentos.

Tem uns apaixonados que encomendam um belo café da manhã em lojas especializadas, compram buquês feitos por mãos que não são as suas e, cheios de mesuras, dão o tão sem-valor “Feliz Dia dos Namorados”!

Sinceramente, creio que o valor está na espontaneidade do gesto. Vá ao supermercado e faça você mesmo esse café da manhã; procure um jardim, colha plantas e faça você mesmo esse buquê. Se ficar ruim ou feio, isso não importará. Experimente.

Mas o difícil é agir assim no cotidiano. Para quem amamos, basta ser cúmplice nas dificuldades que surgem ao longo dos dias; ser a companhia nos momentos íntimos de tristeza; estar junto nos fracassos impostos pela vida; um incentivador dos seus insucessos de tantas tentativas inúteis.

São nessas passagens que o verdadeiro amor se mostra. Basta colocar a cabeça do seu amor junto ao seu peito e, sem palavras, dizer o valor que ele tem para você. Um olhar de cumplicidade é como uma dose de energia para quem atravessa um mau momento. Um pouco de atenção e de valorizar o que o outro está fazendo é estimulante. Bom para quem faz e bom para quem recebe. Isso eu chamo de amor.

Se, por ventura, você não sentir nada disso, mas continua uma vida conjunta por pena do outro, faça seu último gesto de amor e vá embora. A vida recomeçará para os dois. Juntos, tendo a “pena” como motivo, é jogar fora as duas vidas.

Aprendemos, desde a mais tenra idade, que devemos “Amar a Deus sobre todas as coisas, amar os pais, amar os irmãos, ter amor ao próximo.” Não é verdade? Porém, perdoai-me, meu bom Deus, mas acho que faltou alguém nessa relação.

Primeiro ame a pessoa mais importante da sua vida: que é exatamente VOCÊ! Depois de sentir isso, exercer os ensinamentos de Deus fica bem mais fácil.

Cá para nós, morro de medo de levar um carão Dele, mas como sou filho, acho que Ele só vai dar uma olhada e relevar minhas palavras. Sempre tem um filho meio rebelde, não é verdade?

Portanto, mãos à obra. Qualquer dia é dia de fazer seu amor mais feliz!

Por fim, repito o que já disse: se estiver sozinho, faça feliz a pessoa mais importante do mundo: VOCÊ!

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