Sou o sobejo do tempo
A loucura da meia-luz mendigando noite. Vou, por impulso dos passos do passado, Reencontrando as portas de musgos por tanta espera. Sou a curva do beco que não olhou para trás. Eu adormeci na cadeira quando ouvia a última radiola de ficha. Trago-te, amada, um pouco do linho branco gizado pelo rubi das bocas visitadas por minha pele portuária. Sou assim o violino no solo...




