ESCRITOS DA ALMA – O PRESTÍGIO NATURAL OU A VIA DA FAMA QUE ATRAI – (FLÁVIO REZENDE)

IMAGEM: FLÁVIO REZENDE

Na passagem material que todos experimentamos a partir do momento que aqui chegamos, vivenciamos situações diversas, muitas das quais com expectativas de ter em nossos aniversários, eventos culturais e demais ações que demandam assistência, a presença dos amigos, familiares e pessoas que nos são caras por motivos vários.

Muitas vezes ser prestigiado de maneira espontânea decorre da fama que alcançamos, da soma financeira que reunimos ou atraindo pessoas ávidas pelos talentos que temos.

Quando o convite para a presença amiga não incorpora nem a fama e nem a grana, só nós resta a boa-vontade dos que nos cercam, numa cadeia de reciprocidade que atinge a imensa maioria dos seres.
Sendo assim, é correto, legal, de bom alvitre prestigiar as pessoas e suas demandas, posto que nós também teremos as nossas iniciativas e vamos gostar da presença das pessoas que consideramos importantes e, por isso mesmo convidamos.

Infelizmente, tem aquele modelo que adora ser prestigiado, mas que não faz o esforço, não reconhece a importância da reciprocidade e, só navega na nau da insensatez de venha a nós o vosso reino.

Com a continuidade da desatenção e a repetição da prática egoísta, chegará o dia em que diante de algo feito, no vazio dos possíveis convivas, vai indagar pelas ausências plenamente sentidas.

O ser bom entendedor, se provocado for, perguntará ao espantado solitário: onde andava, quando os que hoje sentem ausência, por ti aguardavam?
Que situação rapá…

Flávio Rezende aos dez dias, décimo mês, treze horas e quarenta e dois minutos. Praia de Ponta Negra em Natal.

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